sexta-feira, dezembro 29, 2006

Por que tem que ser assim? Por que tem gente que morre e deixa aqui a gente desejando que morra certa outra pessoa? A violência está nisso? Está no odiar tanto aquele que nos causa um mal estar imenso, que a vontade que dá é de matar pra ver se passa? Porque aquele que morreu só nos fazia o bem, e agora dói a sua ausência. Então aquele fdp que ainda vive e nos cega de raiva, se morrer, vai nos tirar essa dor da sua presença. Seria razão atestar isso, ou seria emoção? E qual das inúmeras prevenções do Direito Penal nos impede disso? Ou talvez fosse a estupidamente subjetiva consciência? Ou ainda " esse fdp vai me infernizar até depois que morrer"? Eu não sei, só sei que em momentos como esse que eu acabei de viver, eu páro, penso e respiro. Mas que dá vontade, dá. Mas passa. Só não passa a dor de certas ausências e certas presenças.


Desculpe meu momento sanguinário. Mas tudo tem seu lado bom, e o fato de pouquíssimas pessoas lerem esse blog deve ter sua explicação. Eu não sou assim, é só um dos lados.

terça-feira, dezembro 05, 2006

"Oi, Tudo Bem?"

"Tudo Bem!" Resposta automática que damos diariamente. Mas, Quando estamos realmente bem? A certeza só se mostra absoluta quando estamos mal? Se, ao perguntar "Tudo Bem?", fosse-nos exigido que pensássemos antes de responder para que pudéssemos ter certeza se estamos bem ou não, a resposta seria a mesma? Eu, particularmente, acredito que não. Para uns a resposta mudaria pelo prazer de propagandear suas tristezas, forma de defesa. Para outros, o meu caso talvez, é a menção àquilo dói, para que não se esqueça e volte a errar.
O dia em que eu descobri que eu não era mais criança(infelizmente) foi o dia em que eu descobri que eu não consigo ser alegre o tempo inteiro. Nas palavras dos Rolling Stones, I Can't Get No Satisfaction. Não que isto seja um defeito, mas deixa de ser uma qualidade quando faz surgir uma dúvida se isto é meu combustível ou meu comburente, se me alimenta ou me consome.
Insatisfação nos faz buscar mais para que nos completemos. Porém, nos coloca numa busca desesperada por uma felicidade que nos satisfaça(na verdade, felicidade inédita apesar do saudosismo berrar o contrário). Não alcançar essa felicidade nos dá a impressão de sermos pessoinhas desafortunadas, invejosas, levando-nos a não curtir uma alegria como deve por não nos contentarmos com sua efemeridade. As vezes, parece-me que se contentar é esquecer da enorme estrada que ainda falta até a Terra da Felicidade Absoluta(credo, isso parece até outra coisa).
Esse post acaba sendo uma revolta e um apelo para mim mesma. Eu não era assim(saudosismo de novo, tema para outro post talvez).
"Mila, O cinza inevitável da quarta-feira não pode tirar o colorido do domingo de Carnaval"

sábado, setembro 30, 2006


Tentando novamente escrever direto no Computador, é difícil. Parece que estão todos olhando. Eu não queria ninguém olhando. Não até minha vida estar consertada. Devia ser que nem obra em construção, tatames para encobri-la até que todo acabamento estivesse pronto. Mas parece que isso está longe de acontecer. Cada dia surge algo novo para colocar holofotes em nossa obra. E o pior é que eu me rendo, gosto de mostrar pelo menos o que já está feito, os alicerces. Mas cada vez que uma janelinha sobe e te condena por estar sábado de noite em casa, é como se não tivesse tirado um alvará que lhe permite deixar de exercer a obrigação de se divertir desesperadamente.
E quando ao olhar a obra do outro, tudo parece andar mais rápido, as pastilhas da fachada já estão sendo colocadas, e olha como ficou bonito aquele granito!... E a minha vai indo, deve ser problemas de relacionamento entre as dezenas de pedreiros, pode ter havido acidentes, os engenheiros podem ter calculado mal, ou algo do tipo.
"Desculpem os transtornos. Estamos trabalhando para sua maior comodidade.Obrigada"
É o que eu ouço dizer...

domingo, setembro 17, 2006


Queria te escrever uma carta, para te lembrar de como você era. Malditos tempos que eu te pedia para mudar. Você não entendeu, meu amor. Pedi para mudar, não para se mudar para longe como você fez.
Cada vez te vejo mais como um inseto que segue somente uma luz. Sem saber que essa luz que te cega não é o sol, ao contrário do que você pensa. Se eu pudesse te pegar pela mão e ir te mostrar o sol, você veria que existe muito mais que ela. Na verdade, lembraria. Por que um dia, já fomos ver o sol. Não adianta negar, eu ainda guardo a foto.

domingo, setembro 10, 2006

2 Altos!

Fecho os olhos de cansaço. No mundo paralelo onde eu vivo, 19 anos parecem 90. Cansaço Físico? Não, esse não vem ao caso. O que me estafa é aquilo que não pára, que não entra na regra dos "2 altos". Mais uma vez, lembro de minha infância. Quando o cansaço batia, algum problema ocorria e o 2 altos surgia para que se parasse alguma perseguição saudáve de brinquedo.
E se lembrar de felicidade é dar atestado de tristeza, atesto que estou.Eu quero meu 2 altos. Eu quero descansar de certas pessoas, as quais enquanto escrevo no papel, fazem seus rituais diários de solidificação do ar. Por que perto dessas sinto que o ar vai ficando mais espesso, mais difícil de respirar. Peço silenciosamente para que se mudem! Mas acho que esse ar espesso faz com que Deus não consiga me ouvir direito. E Ele parece mais um de meus amigos ausentes, meus antigos purificadores de ar. Pena eles não saberem o quanto fazem falta. São como Deus. Se soubessem, se ouvissem sem que eu tivesse que dizernão me deixariam aqui, relembrando felicidades...