sábado, janeiro 30, 2010

"Ain't no love like the one I've got
She and I got a brand new start"


Quando eu ouço Little Joy, me lembro de nós dois.
De quando não tínhamos mais um "brand new start" e eu já começava a contagem regressiva... Saudade de me orgulhar de ter você por perto. Saudade de sentir. Hoje tudo o que eu quero é que você se presenteie com um novo começo pra si.

domingo, janeiro 24, 2010

Se eu pudesse, alcançaria um nível de sabedoria em que fosse possível eu precisar quando devo parar de batalhar por certas coisas.
Objetivos que me exaurem, níveis de perfeição aparentemente inatingíveis, ainda que irrestivelmente desejáveis.
Parar de batalhar por pessoas que nunca mudarão, nunca se afastarão, nunca se importarão, nem nunca se calarão.
Melhor ainda se eu soubesse, antes de entrar, qual dessas batalhas estaria fadada ao insucesso. Dessas que só nos fazem carregar marcas, imagens negativas, pelo resto da vida. Ainda que a gente esqueça, sempre vai ter alguém pra aponta-las.

"Que eu saiba, sua vida não te deixa tão desocupada a ponto de você ter que se ocupar da minha."

sexta-feira, janeiro 15, 2010

Tem gente que planta raízes na gente. E se erguem, frondosas, como mangueiras milenares. Poda-las é fundamental para o bem-estar de todos. Para que elas cresçam saudáveis em nós. Sem galhos doentes de exagero, sem velharias que pesam, sem emaranhar nos fios de nossa energia.
Tem gente que só finca bandeira. Tímida, flamulando trêmula. Na euforia, parece a conquista da lua tê-las. Mas elas, depois de um tempo, não mais fazem tanta diferença.
Depende de mim, tão somente, considerá-las mangueiras ou bandeiras?
Colhemos o que plantamos. As mangueiras sabem. Bandeiras, seriam vocês capazes de dar frutos?

quarta-feira, janeiro 13, 2010

Para Mim.


E hoje eu não quero falar de ninguém, pensar em ninguém, me olhar através de ninguém.
Quero só me homenagear, eu, que mereço as melhores homenagens ontem, hoje e sempre.
Nem aqueles que viveram ao meu lado sabem o quanto mereço gostar de mim por ter aguentado as diversas situações que enfrentei.
Algumas, por culpa do acaso, outras por culpa minha mesmo. Algumas de chorar, outras de rir, e ainda aquelas risíveis, onde eu mesma tive pena do papel que paguei.
Mas, olha vocês, a pena aqui é só pra mim. Só eu posso me dar tapinhas no ombro e dizer: "calma, não chora!". Ou repetir o mantra do "Vai passar"
Sintam inveja de mim, a única a participar inteiramente da minha vida.
E, aqueles amigos queridos que entram em ocasiões especiais(nunca resisto, sempre vocês aparecem), sintam-se lisonjeados.
Esse espetáculo de drama-horror-comédia-romance-guerra-e-paz não é pra qualquer um. É de lista vip, com temporada sem hora pra acabar e imprevisível.
Não se assuste se, na primeira fila, receber um sorriso, uma lágrima ou um escarro.
Eu continuo amando meu público.

sábado, janeiro 09, 2010

Tem uns dias que eu descobri que eu não escrevo no blog porque eu quero escrever demais, minunciosamente.
Como não é nada muito importante isso aqui, vou passar a escrever mais. Pra vomitar as milhares de coisas que zanzam na minha cabeça e me irritam profundamente.

Eu já estava angustiada com o fato de que eu estou me tornando uma pessoa extremamente intolerante. Mas, como sempre faço, nem sempre acertadamente, procurei algo pra justificar: a Experiência.
Sim, por mais que as pessoas digam que, à medida que você vai envelhecendo, você fica mais sábio, mais comedido pela luz da experiência, eu acredito que você passa a ver a vida com cada dia mais desprezo e intolerância.
Se você passou por uma experiência ruim com gatos, por exemplo, você tem uma chance boa de não criar uma visão errada deles eternamente, vez que há a possibilidade da próxima experiência ser boa.
Agora, se você já conheceu milhares de gatos, desde os mais recomendados pelos amigos, grandes ou pequenos, feios ou bonitos, domesticados ou de rua e todos eles foram só atestando que gato é tudo igual, que a experiência negativa da primeira vez é algo que se repete, então você se torna irremediavelmente intolerante.
Você, do alto de sua rabugentice progressiva, dirá: "Não me venham com gatos, eles não prestam. Eles são arredios, eles se lambem* ou seja lá qual foi o defeito felino que você encontrou* não gosto"
É assim que eu me sinto. Minha rabugentice progredindo geometricamente. Porque as minhas experiências só me trazem a certeza de que as coisas se repetem. Certas pessoas sempre casarão com certos comportamentos. Certos lugares sempre trarão certas lembranças. Certas idéias sempre viverão nas cabeças de certas pessoas.