quarta-feira, maio 11, 2011

Tá, eu disse que ia escrever feito uma louca, louca que sou. É, por que existem mil outras coisas que eu devia fazer e não faço, habitualmente. Mais do que escrever, gosto de ler, e cada vez mais encontro blogs interessantes e me perco neles. Gente que fala até de coisas que tem a ver comigo, mas que não sei o por quê, soam mais interessantes.
Dá uma vontade de ficar por aí, lendo e conversando através dos posts com as pessoas, muitas vezes tão mais legais do que aquelas com quem eu convivo. Mas sofro, estão longe. Não dá pra ser amigona delas, elogiar enquanto tomamos um café.
E aqui eu aproveito pra contar um episódio traumático que me aconteceu na minnha 5ª série, há uns 13 anos. Tentando ser simpática e amiguinha da única patricinha com quem eu simpatizava na minha sala, ao avistá-la com uma calça cargo (ai, tava na moda, não me julguem. E era linda de morrer), eu fiz um elogio super sincero do tipo "Nossa, (insira aqui o nome de qualquer patricinha que lhe marcou negativamente), mas que calça liiinda. Onde você comprou?"
Pronto, ela acabara de receber a péssima notícia, que eu, a loser total fail da sala, tinha um gosto para roupas ligeiramente parecido com o dela. Agradeceu educadamente e saiu.
Para quem já não imaginou o fim da história, nunca mais a calça foi vista no colégio.
Não se acabou aí a minha mania de querer ainda ser legal com eu gosto, achando que vão gostar de mim. Eu me esqueço de que, sempre, quem gosta de mim simplesmente gosta, por eu ter feito absolutamente nada especial. E quase sempre quem eu não gosto, gosta de mim, sem eu ter feito nada especial também.
E quem não gosta, eu, sinceramente, não consigo compreender.

segunda-feira, maio 09, 2011

De todas as coisas que já havia começado e deixei, essa não pode ser uma delas. Adoro blogs, como já falei, uma das formas de literatura mais certas com o que a gente vive hoje. Essa mistura de contatos, idéias fervilhantes, novas descobertas, modinhas e por que não dizer, egocentrismo. Sim, escrevemos muito porque naquele momento só o que é nosso importa. E é nos mostrando que a gente enxerga o outro. É nos ajeitando que a gente ajeita a vida do outro. E seguimos, falando pelos cotovelos, pois não conseguimos lidar sozinhas com esse tanto de coisa que chega à gente de uma vez.
Segura aí um pouco. Vai parecer desacertado no começo, mas eu vou escrever feito uma louca aqui. Pelo menos, essa é a idéia hoje. Muda todo dia, mas façam suas apostas.